Notícias

uia2017seoul call paperssession especialO Comitê Científico do 26º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos – UIA2017Seoul divulgou, na terça-feira, 13 de dezembro, chamada de trabalho para a Sessão Especial do evento. Os resumos deverão ser enviados através do site www.uia2017.seoul.archi até o dia 5 de janeiro de 2017. No dia 31, os autores dos trabalhos aprovados serão notificados e terão até o 31 de maio para enviar o projeto completo.

 A Sessão Especial do UIA2017Seoul possui quatro tópicos, são eles: Implementação de construções abertas; Futuro (compartilhamento); cultura; e natureza (cura). Cada tópico possui seus subtemas.

Os resumos deverão ser escritos em inglês e conter palavras chaves (cinco no mínimo), objetivos, métodos, experiências e conclusão. O título do trabalho deve ser escrito em caixas alta e baixa e não pode exceder 50 palavras. O limite de palavras do documento são 500. A formatação do documento é fonte Arial, corpo 10, espaçamento entre linhas 1.0. Uso de tabelas, diagramas e fotos não são permitidos.

Clique aqui para mais informações

Os novos conselheiros da Fundação Oscar Niemeyer (FON) foram anunciados na quinta-feira, 16 de junho, em almoço comemorativo na Casa das Canoas, em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro. A secretária geral do IAB, Fabiana Izaga, participou do evento como representante do instituto, integrante do Conselho Institucional. A participação do IAB na Fundação será fundamental para a coordenação de ações conjuntas visando o 27º Congresso Mundial de Arquitetura, que será realizado pela primeira vez no Brasil em 2020. O evento vai reunir cerca de 15 mil arquitetos de todo o mundo na capital carioca.
 
Confira, abaixo, a composição dos conselhos da FON:
 
Conselho Diretor:
Ana Lúcia Niemeyer de Medeiros – Presidente
José Simões de Belmont Pessôa – Vice-presidente
Ciro Felice Pirondi – Diretor Executivo


Conselho Curador:
André Aranha Corrêa do Lago
Bruno Contarini
Carlos Oscar Niemeyer Magalhães da Silveira
Carlos H. Ribeiro Porto
Gustavo Penna
Fàres El-Dahdah
Glauco de Oliveira Campello
Ítalo Campofiorito
Jayme Zettel
João Leão Sattamini Netto
José Fernando Aparecido de Oliveira
José Fernando Guitton Balbi
Lauro Augusto de Paiva Cavalcanti
Marcelo Cerqueira
Nelson Laks Eizirik
Paulo Sérgio de Castro Pinto Duarte
Renato Guimarães Cupertino
 
Conselho Institucional:
Secretaria de Cultura do Distrito Federa
Representante: Secretário de Cultura – Luiz Guilherme Almeida Reis
 
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan
Representante: Presidente Jurema de Sousa Machado
 
Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB
Representante: Sérgio Magalhães (presidente) / Fabiana Izaga (secretária geral)

Prefeitura Municipal de Niterói
Representante: Prefeito – Rodrigo Neves
 
Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro
Representante: Washington Fajardo
 
Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR
Representante: Haroldo Pinheiro Villar de Queiroz
 
Conselho Fiscal:
Ana Elisa Niemeyer de Attademo
Eduardo Maneira
Ricardo Wagner Mendes de Medeiros

O 1º Seminário Nacional de Núcleos do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) será realizado em Porto Alegre (RS) de 17 a 20 de novembro. Promovido pelo IAB, com organização do Departamento do Rio Grande do Sul, o evento visa à troca de experiências entre os Núcleos. A programação completa do seminário será divulgada pelo IAB-RS a partir de segunda-feira, 17 de outubro.

Clique aqui para acessar a programação completa do Seminário Nacional de Núcleos do IAB

Para o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, além de estreitar relacionamentos, o seminário será importante para que os Núcleos compartilhem ações de sucesso e desafios. “Contamos com a presença dos presidentes de todos os Núcleos e dos presidentes de Departamentos do IAB que possuem Núcleos neste encontro que também objetiva ampliar a base de representação de nossa entidade”, afirmou.

O Seminário Nacional de Núcleos do IAB vai abrigar também a tradicional Caravana da Arquitetura de Porto Alegre, que consiste na promoção de debates sobre questões de interesse da sociedade e dos profissionais arquitetos e urbanistas.

Ana Tostões e Sérgio Magalhãesuia2020rioDOCOMOMO Internacional e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) assinaram nesta quarta-feira, 30 de novembro, protocolo de mútua cooperação e de apoio ao 27º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos (UIA2020RIO). O acordo foi assinado pela presidente do DOCOMOMO, Ana Tostões, e pelo presidente do IAB, Sérgio Magalhães, em Lisboa.

O presidente do IAB explicou que o acordo visa a estreitar as relações de cooperação e de intercâmbio entre as instituições signatárias. “O objetivo é que o DOCOMOMO Internacional e o IAB possam se beneficiar de programas, projetos e ações de colaboração nos domínios das atividades a que se dedicam”, afirmou.
 
O arquiteto João Rodeia, ex-presidente do Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP) e atual membro da direção do DOCOMOMO Internacional, destacou que o acordo tem resultado no presente, mas pensa no futuro. “O protocolo, no fundo, permite o desenvolvimento de atividades comuns. Nesse contexto, o IAB e o DOCOMOMO Internacional têm muito a contribuir um com o outro, inclusiva na organização do UIA2020RIO”, disse João Rodeia, testemunha da assinatura do documento.
 
O acordo entre o DOCOMOMO Internacional e o IAB abrange ainda apoio aos Encontros Internacionais Preparatórios para o UIA2020RIO. Serão realizados três encontros que tratarão, a cada ano, de partes do tema do Congresso Mundial. O primeiro, intitulado “Todos os Mundos”, ocorrerá em julho de 2017 e será centrado no papel da Arquitetura frente à diversidade e à multiplicidade das formas urbanas e dos modos de produção das cidades. Os temas dos outros dois encontros internacionais são: “Um só Mundo”, previsto para julho de 2018, e “Arquitetura 21”, em 2019.
 
O protocolo tem validade de quatros anos e será prorrogado automaticamente por igual período.
 
O UIA2020RIO reunirá cerca de 15 mil arquitetos de todo o mundo no Rio de Janeiro em 2020. O congresso tem o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), da Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), além das parcerias institucionais do Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP), da Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA), da Associação Brasileira de Arquitetura Paisagística (ABAP), da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) e da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ).

A terceira etapa do Minha Casa Minha Vida (MCMV) começou a valer a partir deste mês. Com orçamento de R$ 6,9 bilhões para 2016, R$ 8,6 bi a menos do previstos em setembro do ano passado, o programa contempla, inicialmente, as famílias das faixas 2 e 3, com renda mensal de até R$ 3,6 mil e R$ 6,5 mil, respectivamente. Matéria publicada pelo O Estado de S.Paulo nesta quarta-feira, 13 de janeiro, (clique aqui) diz que o governo não cumprirá a promessa de construir três milhões de residências até 2018. Os desafios da moradia brasileira é uma das pautas do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para o 27º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos (UIA), que será realizado pela primeira vez no Brasil em 2020 e reunirá cerca de 15 mil arquitetos de todo o planeta no Rio de Janeiro.

Se, no passado, a produção habitacional oficial (governos, bancos e corporações) era aquém da demanda – em média, 20% das moradias construídas no país segundo estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) (clique aqui para acessar) – os arquitetos defendem agora melhor aplicação dos recursos destinados a programas como o MCMV. Entre as reivindicações estão: integração do novo conjunto à malha urbana existente e o fim da reprodução de modelos falidos, que não envolvem qualidade construtiva e segregam a população.

Para a diretora da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) de São Paulo e relatora do UIA 2020 RIO, Elisabete França, habitação não é uma questão de contratar uma empresa para construir, trata-se de quem vai morar participar de sua construção. “O MCMV não precisa ser como é, gerando unidades sem projeto de arquitetura, sem qualidade construtiva e sem inserção na cidade. Ele tem muito dinheiro, e é possível fazer coisas bem-feitas”, afirmou.

O presidente do IAB-RJ e diretor do 27º Congresso Mundial da UIA, Pedro da Luz Moreira defende que seja conferido maior protagonismo às famílias: “O cidadão tem o direito de escolher onde e como morar. O subsídio deve ser dado à familia, quando esse é monopolizado pela empreiteira ou pelo construtor é um estímulo inevitável a segregação. Precisamos também enfrentar o passivo socioambiental de nossas pré existências; os loteamentos irregulares, e as favelas que devem ser urbanizados integralmente, e que também demandam construção de novas unidades.”

O UIA 2020 RIO reunirá 15 mil arquitetos de todo o mundo para discutir o futuro das cidades e da arquitetura. O evento, apresentado como o maior nos anos seguintes ao Jogos Olímpicos, terá como tema “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”. Será a primeira vez que o encontro será realizado no Brasil. Promovido pela UIA, com organização do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), o congresso vai discutir a ocupação do espaço construído pelo homem no planeta através dos seguintes eixos: arquitetura e cultura; arquitetura popular; cidade, paisagem e ambiente; urbanismo e o desenho da cidade; e metrópoles e cidades médias.

O 27º Congresso Mundial da UIA tem o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), da Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ), do Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP) e da Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA).

O Programa Acadêmico do 26º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos – UIA 2017 SEUL abriu, no dia 22 de junho, chamada internacional de trabalhos. A iniciativa pretende evidenciar as pesquisas e os projetos arquitetônicos através de apresentações e debates que dialoguem com o tema do evento – Alma da cidade –, e seus subtemas: cultura, futuro e natureza. Trabalhos que foquem outros assuntos poderão também ser submetidos ao Congresso. Serão aceitos projetos já realizados ou previstos.

Clique aqui para acessar a página oficial do UIA 2017 SEUL

Cronograma

Abertura do prazo de submissão online – 22 de junho de 2016
Prazo para envio do resumo – até o dia 30 de novembro de 2016
Notificação da aceitação do resumo – 31 de janeiro de 2017
Envio do trabalho completo – até 31 de maio de 2017
Feedback do trabalho (pedido de revisão) – 5 de julho de 2017
Envio do trabalho final – 5 de agosto de 2017
Prazo final para envio do arquivo da apresentação – 25 de agosto de 2017
No local para apresentação – 4 de setembro de 2017

O 26º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos será realizado em Seul, na Coreia do Sul, de 3 a 10 de setembro de 2017. O evento tem como objetivos contribuir para o reconhecimento do papel do arquiteto na regeneração urbana; para ampliar o escopo da arquitetura para a vitalidade do ambiente urbano; para o compartilhamento da visão de futuro da vida urbana com o mundo; e para criar novos conceitos sobre a arquitetura para serem consideradas e analisadas pelos moradores das cidades.

Após SEUL, o evento da UIA será sediado no Brasil. A expectativa do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), organizador do 27º Congresso Mundial da UIA, é reunir cerca de 15 mil arquitetos de todo o mundo no Rio de Janeiro de 19 a 26 de julho de 2020. O UIA 2020 RIO será o maior evento da capital carioca após as Olimpíadas.

assinatura 2 etapa convenio caurj iabrj uia2020rioO Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) e o Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) assinaram na terça-feira, 22 de novembro, a segunda etapa do convênio técnico para a realização do 27º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos. O evento reunirá cerca de 15 mil profissionais de todo o globo no Rio de Janeiro em 2020.  O acordo visa à realização de concurso público nacional para escolha do projeto do stand brasileiro no 26º Congresso Mundial da UIA, que será realizado próximo ano em Seul, Coreia do Sul.

Para o presidente do CAU/RJ, Jerônimo de Moraes Neto, o convênio é mais uma das importantes ações do Conselho que têm o objetivo de valorizar e promover a arquitetura e o urbanismo, mostrando sua importância para a sociedade. “O Congresso UIA2020RIO é uma oportunidade única para toda a América do Sul. Poderemos discutir com colegas do mundo inteiro e a sociedade questões que afetam a todos nós”, afirmou.

Ampliar o diálogo entre a arquitetura e sociedade em uma inter-relação em busca de cidades melhores está entre os objetivos centrais do UIA2020RIO. As grandes mudanças estruturais por que passa o Brasil gera também grande expectativa a um universo de 140 mil arquitetos registrados no CAU, além dos mais de 40 mil estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo.

Antes da assinatura do convênio, o presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira, explicou que os próximos anos, até 2020, serão fundamentais para ampliar e aprofundar os principais debates urbanos. Tornar compreensível à sociedade a importância das ações de projeto e plano no desenho da cidade é outra meta do evento.

“O UIA2020RIO, cujo tema é ‘Todos os Mundos. Um só Mundo. Arquitetura 21’, vai evidenciar o compromisso com a diversidade cultural e arquitetônica, com as responsabilidades quanto ao ambiente, ao clima e à própria cultura urbana, bem como com uma arquitetura capaz de responder aos desafios do século 21. O trabalho do arquiteto deve ser um dos protagonistas da construção de cidades mais democráticas e atentas aos problemas sociais e ambientais da atualidade”, destacou Pedro da Luz.

A primeira etapa do convênio entre o CAU/RJ e o IAB-RJ foi assinado em 2015 e prevê a cooperação até 2020. No primeiro momento, a parceria teve como principal objetivo a realização do concurso público nacional para a escolheu da identidade visual do UIA2020RIO. Os vencedores, anunciados em 26 de fevereiro deste ano, foram os designers Glaucio Campelo e Suzana Valadares Fonseca.

As apresentações do segundo dia de debates do Fórum Internacional “A metrópole contemporânea. Os mundos da lusofonia”, que integraram a programação da série de eventos ARQ21, tiveram como foco os desafios urbanos das cidades de Lisboa (Portugal), de Luanda (Angola), de Salvador (Bahia), de Brasília (Distrito Federal), de Macau (China) e de Mindelo (Cabo Verde). Promovido pelo IAB, o evento visou a discutir o tema da metrópole contemporânea e o papel de suas áreas centrais para o desenvolvimento.
 
Para o presidente da Ordem dos Arquitetos de Portugal, João Santa Rita, Lisboa, localizada no estuário do rio Tejo, é uma cidade que conseguiu preservar o seu passado. Porém, tem como grande desafio a promoção da conexão do seu Centro com a zona portuária e outras áreas da cidade. A perda de densidade populacional é outro ponto a ser enfrentado.
 
“Um dos principais problemas de Lisboa atualmente é a perda de densidade populacional. Em 2001, a densidade da cidade era de 6.656,8 habitantes por quilômetros quadrados. Em 2014, esse número caiu para 5.474,59 habitantes por quilômetros quadrado”, explicou Santa Rita.
 
A apresentação do vice-presidente da Ordem dos Arquitetos de Angola, Manuel de Carvalho, expôs os planos e os marcos legais da Luanda para lidar com o crescimento demográfico da cidade que, após períodos de guerras, viu sua população crescer a uma taxa média de 7% ao ano entre 1940 e 1970. “O rápido crescimento populacional tornou a infraestrutura existente insuficiente, e gerou um déficit habitacional. O país teve que criar instrumentos urbanísticos para regulamentar a ocupação do espaço como lei de terras, planos territoriais urbanos e rurais, entre outros”, afirmou Carvalho.
 
Um dos relatores do UIA 2020 RIO, Nivaldo Vieira de Andrade Junior falou sobre a cidade de Salvador. O arquiteto iniciou sua apresentação abordando as semelhanças geográficas entre a capital baiana e Lisboa. Em seguida, tratou do crescimento demográfico vivenciado pela cidade a partir da década de 1950, cujo auge ocorreu entre as décadas de 1980 e 1990. “O final do século XX foi um período em que a cidade inchou pelo êxodo rural. Isso teve como consequência uma série de situações de desigualdades sociais e conflitos”, disse Nivaldo de Andrade.
 
Nivaldo explicou ainda que a capital baiana concentra hoje 74% da população da Região Metropolitana de Salvador, apesar de ocupar apenas 15% do território total: “Aproximadamente 12% das terras soteropolitanas não são ocupadas. Salvador não tem mais para onde crescer, a não ser em situações muito específicas. ”
 
Ao falar sobre Brasília, o arquiteto Cláudio Queiroz apresentou imagens para mostrar as características do sítio em que a cidade foi erguida, sobre a bacia do Paranoá; o Plano Piloto de Lúcio Costa; e a atual forma urbana da capital federal. “Durante 200 anos, Brasília foi uma ideia aperfeiçoada. Existiu, nesse período de idealização, uma condição rara, mesmo em comparação com outros países do mundo. Brasília é cheia de ícones e relações culturais fortes”, defendeu Queiroz.
 
Macau, na China, e seus desafios foram apresentados pelo recém-eleito presidente do Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP), arquiteto Rui Leão. Construída a partir da Rua Direita e de ruas que formas anéis, características das cidades portuguesas, o urbanismo da cidade tem a peculiaridade de não possuir águas territoriais. “Quando a gente põe os pés na água, estamos em território chinês”, brincou Leão.
 
A influência sino é também muito forte em Macau. Ela é mais evidente nos grandes projetos, como na grande ponte que ligará Hong Kong, Macau e Zhuhai e nas edificações localizados na parte da península voltada para a China. “A contiguidade de cidade chinesa e portuguesa não é completamente óbvia em Macau. Isso é muito interessante”, destacou.
 
O presidente da Ordem dos Arquitetos de Cabo Verde, César Freitas, apresentou o Plano de Reordenamento da Orla Marítima de Mindelo, uma pequena cidade na Ilha de São Vicente, cuja população é de 80 mil habitantes. Segundo Freitas, há pouca reflexão sobre o ordenamento da ilha. O período em que se pensou um pouco mais a cidade foi o colonial. De acordo com o arquiteto, um dos desafios atuais é o espraiamento urbano: “Mindelo é uma cidade com um número populacional baixo. Toda a cidade desenvolvida está em volta do porto e da baía. Porém, nos finais dos anos 1960, a cidade passou a aumentar sua malha urbana. Isso é fruto da inoperância da própria municipalidade, apesar dos planos e leis que marca a intenção de ordenamento no papel. ” Outros desafios apontados por Freitas a serem superados são: perda de vitalidade do núcleo histórico, ocupação das encostas e a falta de integração entre os bairros.
 
Para a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense Margareth Pereira, o que chamou a atenção nas apresentações foi a total preocupação dos arquitetos, das diferentes cidades de língua portuguesa, para com as questões urbanas: “é interessante perceber que todos não estão mais interessados no protagonismo do edifício isolado ou do próprio arquiteto, mas na produção de uma reflexão sobre cidade e arquitetura que está profundamente imbricada. ”
 
A arquiteta, pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ), Angélica Alvim, identificou alguns pontos importantes nas apresentações realizadas no segundo dia do Fórum Internacional “A metrópole contemporânea. O mundo da lusofonia”: “todos tocaram em cidade e na relação entre arquitetura e cidade como um elemento estratégico. Isso demonstra a importância do sítio e da forma urbana a partir do sítio. ”

O primeiro dia de apresentações do II Congresso Internacional de Arquitetura e Sustentabilidade na Amazônia (II ARQAmazônia) demonstrou o poder da arquitetura em transformar o meio ambiente sem degradá-lo, usando materiais renováveis e técnicas de conforto técnico e ambiental. O evento, que reúne pesquisadores e projetistas de diversos países da América Latina, é preparatório para o 27º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos, que será realizado pela primeira vez no Brasil, em 2020, no Rio de Janeiro.

Para Patricia O’Reilly, não deveria existir a edificação de “arquitetura sustentável”. Ela acredita que toda arquitetura deveria incorporar esses conceitos. A arquitetura e urbanista apresentou o projeto Mirante do Gavião Amazon Lodge, hotel localizado no Rio Negro, em Manaus. Para fazer o hotel, Patricia buscou o conhecimento de Seu Aderson, um conhecido construtor de barcos amazonense. De início, Aderson recusou a missão, afinal ele era um construtor de barcos, e não de edificações. “E se a gente fizer um barco de cabeça para baixo?”, perguntou Patrícia. Deu certo. Aliando o conhecimento tradicional dos barqueiros com um software que calcula o nível de conforto térmico de edificações, Patricia fez o chamado desenho bioclimático: usar o clima local em benefício da Arquitetura.

“Tivemos que usar ar-condicionado para garantir a melhor temperatura, mas com inteligência, para corrigir apenas o que o desenho bioclimático não conseguia. Os brises no teto criaram uma microventilação entre as hastes, fazendo o resfriamento da cobertura, sem precisar de isolamento térmico”, explica. Segundo ela, o objetivo é sempre dimensionar o projeto de forma para usar o minimo de recursos possíveis. Captação de chuva, placas fotovoltaicas, horta orgânica, tudo entra no projeto. “Hoje já é possível fazer projetos sustentáveis sem sobrecusto. Há cinco anos não era possível”.

Arquitetura de terra

A arquiteta gaúcha Viviane Martins apresentou seu projeto para a Base de Apoio da Reserva Biológica do Lago Piratuba, no Amapá. O projeto foi estruturado com paredes de taipa ensacada, painéis de serragem e cimento, sanitário seco e cisternas para captar água da chuva. “Construção sustentável deve privilegiar materiais locais, cuja extração cause o mínimo de impacto ambiental”, afirmou. No caso da base de apoio, as vantagens são a facilidade para treinar a mão de obra, a fácil aplicação e baixo impacto ambiental. As desvantagens são o peso excessivo e a dificuldade de instalação (as paredes ficam com 30cm de largura).

Vitor Pessoa, do escritório Vipe Arquitetura, trouxe o projeto de uma residência em Manaus, em um local com mata densa e próxima aos rios. “Queríamos um ar contemporâneo, mas com respeito ao meio ambiente. A casa está em um terreno arenoso, boa parte da casa é suspensa, como nas palafitas, e isso ajuda na ventilação. Trabalhamos com madeira certificada, 80% do piso é de madeira local”, afirmou. A sede do escritório também é suspensa e feita com contêineres. “Em Manaus, uma cidade industrial, há bastante descarte de contêineres. O desafio é a questão térmica: tratamos os contêineres com drywall e isolantes térmicos, com exaustores entre as paredes”, revelou. O uso dos contêineres também se justifica pelo fato de o terreno ser alugado. Assim, o escritório pode mudar sua localização aproveitando até 90% do que foi construído.

Já o pesquisador mexicano Luis Alberto Torres Garibay apresentou como são feitas as casas de madeira dos povos indígenas da região de Michoacán, no México. São casas quadradas e pequenas, compostas geralmente por um quarto, com varanda e sem janelas, e usadas apenas para dormir, já que as comunidades convivem em tem amplos pátios integradas à lavoura. A mesma construção é usada também para vendas e comércios. A fundação é feita de pedras, cobertas por um tablado de madeira. Tudo é feito manualmente. A madeira das paredes passa por vários processos de corte e desgastamento. “Essa atividade está se perdendo pela aparição de novas tecnologias e da pobreza em que vivem essas comunidades indígenas. Está se perdendo essa transmissão de conhecimento e os processos de sustentabilidade”, afirmou Luis. “É um patrimônio que deve ser preservado, nas construções em madeira estão os valores de uma comunidade, a manufatura, os modos de vida, as ferramentas e muitos outros aspectos culturais”, destacou.

Vegetação e temperatura

O arquiteto Jaime Kuck, presidente do CAU/AM, lembrou dos projetos que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) financia em Manaus. Na tentativa de melhorar as vias da cidade, ocupa-se os fundos de vale com concreto, o que altera o microclima da área. “Se nós mantivéssemos a vegetação, teríamos microclimas melhores, com mais ventilação”, explicou. “Estamos indo na contramão dos desafios urbanos e ambientais. Para reverter isso, a gente precisa olhar o discurso dos nossos candidatos, para ver se eles têm projetos urbanos sustentáveis de médio e longo prazo”. Jaime Kuck pede que haja incentivo governamental para desenvolver a indústria de técnicas construtivas sustentáveis, para que essas técnicas sejam mais disseminadas.

Viviane Martins destacou que a disseminação de tecnologias sustentáveis às vezes é mal recebida pelos técnicos das prefeituras que aprovam os projetos. “O sistema fossa-filtro-sumidouro é insustentável, mas se você fizer outra proposta, como tratamento por zonas de raízes, o técnico da prefeitura não sabe o que é isso, não vai aprovar”. Ela destaca que os projetos precisam ter significado para a população, ela precisa participar dessas escolhas.

O presidente da Federação Pan-Americana de Arquitetos, João Virmond Suplicy Neto, destacou que a arquitetura deve sempre atentar para os materiais, o clima e aos usos e costumes da região. “Matéria-prima local é a base da sustentabilidade”, afirmou. Como exemplo, ele lembrou as obras de Severiano Porto, que se utilizam de técnicas tradicionais das populações amazonenses, como o uso de palafitas, varandas e redes. “Severiano soube fazer a tradução de elementos indígenas para a arquitetura contemporânea”, disse João. O professor Roger Ibrahim também citou Severiano como referência na área, mostrando suas obras na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). “Vegetação mantém a umidade alta e a temperatura baixa. Tem que ter ventilação no ático, e os beirais ajudam as paredes a não esquentarem muito nem molharem”, afirma. “Arquitetura Sustentável não é um nicho de mercado, é uma proposta de como construir as cidades. Nós temos que ter domínio técnico e cultural da profissão”, diz o arquiteto Marcelo Borborema.

5 reuniao CIAUuia2020rioO Conselho das Instituições de Arquitetura e Urbanismo do UIA2020RIO, reunido no dia 7 de novembro, aprovou a proposta de calendário de eventos preparatórios para o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, a se realizar em 2020, no Rio de Janeiro.
 
Pelo calendário, serão realizados três encontros internacionais preparatórios que tratarão, a cada ano, de partes do tema do Congresso Mundial.
 
O primeiro, intitulado “Todos os Mundos”, ocorrerá em julho de 2017 e será centrado no papel da Arquitetura frente à diversidade e à multiplicidade das formas urbanas e dos modos de produção das cidades.
 
Preliminarmente, o I Encontro Internacional Preparatório terá três linhas: (i) o mundo da metrópole latino-americana / transitoriedade, permanência e fluxos; (ii) os mundos da produção, incluindo as múltiplas arquiteturas, da autóctone às mais sofisticadas experiências de edificações, passando pela cidade das favelas e periferias e pela arquitetura assistida / fragilidades, potências e desigualdades; (iii) o mundo da inovação e do conhecimento, dos sistemas de projeto aos sistemas construtivos / mudanças, inovação. Transversalmente a essas três linhas, o mundo da formação para o século XXI.
 
De acordo com o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, a ideia é que o evento coloque em discussão o grande desafio posto à sociedade e aos arquitetos brasileiros nesta geração, em que se construirá mais metade da cidade existente. Serão úteis as experiências, entre outras, de cidades como Bogotá, Cidade do México, Santiago, além do Rio de Janeiro e de São Paulo, em suas perspectivas metropolitanas e em seus mundos de diversidade. “A assistência técnica de arquitetura será outro enfoque importante. O papel do arquiteto do século XXI estará presente em todos os debates”, Explicou Magalhães.
 
Os temas dos outros dois encontros internacionais são: “Um só Mundo”, previsto para julho de 2018, e “Arquitetura 21”, em 2019.
 
O presidente da Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), Jeferson Salazar, sugeriu a criação de calendário único de eventos para as entidades de Arquitetura. A proposta visa a ampliar o diálogo da categoria com a sociedade e fortalecer o conceito da cultura arquitetônica. “Essa é uma proposta antiga da FNA. Penso que pode ser interessante para os nossos objetivos”, afirmou Salazar.
 
Além dos Encontros Internacionais, estão previstos outros eventos articulados para ampliar as reflexões até o 27º Congresso Mundial da UIA, são eles: 11ª e 12ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, previstos para agosto de 2017 e agosto de 2019, respectivamente; V ArquiMEMÓRIA, em novembro de 2017; 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos, em abril de 2018;  XXV Congresso Panamericano de Arquitectos e Seminário Internacional NUTAU 2016, ambos em novembro deste ano.
 
Na reunião do CIAU 2020 desta segunda-feira, participaram: Angélica Alvim, presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ); Nina Vaisman, presidente da Associação Brasileira de Arquitetura Paisagística (ABAP); Miriam Addor, presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA); Andrea Vilella, presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA); Haroldo Pinheiro, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR); Luis Valverde, vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ); Jeferson Salazar, presidente da FNA; Sérgio Magalhães, presidente do IAB; Pedro da Luz Moreira, presidente do IAB-RJ; além de Cêça Guimaraens, Norma Taulois e Luiz Fernando Janot, diretores do IAB. A curadora Bete França participou, via internet, com uma avaliação crítica sobre a temática do Congresso.

O Conselho de Instituições de Arquitetura e Urbanismo do UIA 2020 Rio (CIAU-2020), um dos pilares da organização do 27º Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos – UIA2020RIO, vai se reunir nesta segunda-feira, 7 de novembro, às 10h, na Casa do Arquiteto Oscar Niemeyer, sede do IAB-RJ, no Flamengo. O encontro tem como objetivo discutir a programação de eventos até 2020, com ênfase nas atividades planejadas para 2017.

Integram o CIAU o IAB, o IAB-RJ, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), a Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), a Associação Brasileira de Arquitetura Paisagística (ABAP), a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), a Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA), a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) e a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ).

O 27º Congresso Mundial de Arquitetura será o maior evento do Rio de Janeiro após as Olimpíadas. Com o tema “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”, a expectativa é que o evento atraia cerca de 15 mil arquitetos de todo o mundo à capital carioca. 

A Expo HIS UIA2020RIO segue com itinerário e será instalada na Unigranrio. A mostra será aberta à visitação na terça-feira, 11 de outubro. A exposição será precedida da mesa-redonda “A produção universitária na área de habitação de interesse social (HIS)”, programada para as 9h30.

A Expo HIS UIA2020RIO, promoção do IAB-RJ com as Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro, visa a atrair as novas gerações na busca de uma inserção social mais ampla dos arquitetos no cotidiano das cidades brasileiras. A iniciativa busca também se conectar com a programação do 27º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos – UIA2020RIO, que será realizado pela primeira vez no Brasil em 2020.

 
 
Comitê Organizador do
UIA2020RIO
27° Congresso Mundial de Arquitetos
Institutos dos Arquitetos do Brasil
Endereço: Rua do Pinheiro, 10 - Flamengo
Rio de Janeiro, Brazil
info@uia2020rio.archi
Tel.: +55-21-2557-4192
Instituto dos Arquitetos do BrasilInstituto dos Arquitetos do Brasil - Rio de JaneiroInstituto dos Arquitetos do Brasil - Rio de JaneiroInstituto dos Arquitetos do Brasil - Rio de JaneiroInstituto dos Arquitetos do Brasil - Rio de Janeiro
Conselho de Arquitetura e Urbanismo do BrasilConselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de JaneiroFederação Nacional dos Arquitetos e UrbanistasInstituto dos Arquitetos do Brasil - Rio de JaneiroInstituto dos Arquitetos do Brasil - Rio de JaneiroFederação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas